terça-feira, 8 de julho de 2008

Ponto Norte


fiquei aqui
na volta da procura
de tanto fechar os olhos e deixar-me ir
já não sei onde estou.

vesti máscaras drapeadas do nada
corri noites cheias de tudo
espalhei luares nos segredos
mudei fins de chegada
enquanto ia
enquanto voltava


embalada na memória dos canticos
das árvores matinais
para me sentar
em caminhos de pedra
a escrever pensamentos em itálico
como as linhas do caminho
em diagonal de curva fechada

apontei tanto ao teu sul
que perdi o meu norte
no tempo das demoras
no atraso das alegrias que escorrem dos náufragos
aqui
entre o sono e as velas
que o vento deitou fora
em vertigem veloz de túnel
alucinante.
Em torno de mim.

acordo inerte dentro de água
no meio das palavras não-ditas
e não sei o caminho
nem sei se morreste

mas cada vez que sorris
eu nasço outra vez

Eme

1 comentário:

Paulo Jorge disse...

Bem.... tu pensas em italico... e eu sublinho a tua poesia...
Beijo